24/07/07

Encerramento do Ciclo de Conversas sobre Documentação das Artes Performativas. Conversa informal com Jean-Marc Adolphe e Cláudia Galhós. 27 de Julho às 19:00, no c.e.m

Jean-Marc Adolphe Nascido em 1958, vive e trabalha em Paris. Consultor artístico de festivais e teatros (nomeadamente do Teatro da Bastilha, em Paris, de 1994 a 2002), é um observador implicado e envolvido da criação coreográfica contemporânea. Em 1992, em Paris, e em 1994, em Lisboa, foi o iniciador do projecto SKITE, no qual participaram numerosos coreógrafos emergentes (Meg Stuart, Alain Platel, Vera Mantero, João Fiadeiro, Caterina Sagna, Jérôme Bel, etc). Está, neste momento, a organizar uma nova edição do SKITE, durante o Verão de 2007. Como jornalista-ensaísta e crítico de dança, tem colaborado com numerosos jornais e revistas. Fundou, em 1993, a revista Mouvement, «o indisciplinar das artes vivas» (http://www.mouvement.net), da qual é, ainda hoje, editor.

Cláudia Galhós Nasceu em Lisboa, em 1972. Escreve sobre dança para o semanário Expresso. Foi editora do suplemento semanal «Artes de Palco», do «Magazine», da 2: da RTP e escreveu para diversos jornais – Diário Económico; NetParque (portal de cultura do Parque das Nações, ex-Expo’98); Público e Jornal de Letras, entre outros. Entre 2001 e 2003, teve um programa semanal de entrevistas na rádio Voxx, intitulado «À Conversa sobre Artes». Estreou-se na área da ficção em 2001, com «Sensualistas», ao qual se sucedeu «Conto de Verão», em 2003 (livro seleccionado pelo Instituto Português do Livro e da Biblioteca para ser promovido na Feira do Livro de Frankfurt do ano seguinte), ambos editados pela Oficina do Livro, estando prevista para 2007 a edição do seu terceiro romance. Tem diversos contos e textos sobre teatro e dança publicados em Portugal e no estrangeiro, alguns apresentados em conferências, das quais destaca «Unidades de Sensação e a Continuidade como Ruptura» (Serralves, no Porto, a 8 de Junho de 2006) – primeira abordagem a uma teoria da dança contemporânea, que se encontra em processo de escrita. É autora do livro «Corpo de Cordas – 10 anos de Companhia Paulo Ribeiro» (Assírio & Alvim, 2006), e está a trabalhar num livro de acompanhamento de processos criativos de companhias de teatro portuguesas.

06/06/07

Relatório Maratona Dia Mundial da Dança

A Ministra da Cultura, Isabel Pires de Lima esteve presente na 4ª edição da Maratona do Dia Mundial da Dança que decorreu no passado dia 29 de Abril no Teatro Aveirense. A cidade de Aveiro recebeu uma programação singular, que contou com cerca de 30 apresentações que começaram às 11h e se foram até às 22h.

As comemorações do Dia Mundial da Dança iniciaram-se no sábado com a aula aberta de Sofia Neuparth.

Uma das notas fortes da programação foi a conversa de cerca de duas horas sobre as novas criações contemporâneas, mediada por Maria João Garcia e Joclécio Azevedo. Ficaram como ideias centrais: referências; meio e o público; temáticas sugeridas pelos mediadores. Entre o visível e o invisível, entre processos e produtos, foram debatidos outros temas, como a especificidade das residências artísticas, a inutilidade de um «inconformismo conformista» face à política das artes em Portugal, as novas realidades emergentes a partir do trabalho desenvolvido desde o interior de um lugar ou comunidade, a problemática da inexistência quase total de uma reflexão/análise crítica sobre a dança (e sobretudo a quase total ausência de críticos nos espectáculos de jovens criadores). Está actualmente em fase de preparação a transcrição do debate que ficará brevemente disponível no seio da REDE.

No Dia Mundial da Dança, dedicado às crianças pelo Conselho Internacional da Dança, junto com a UNICEF (a mensagem pode ler-se em http://www.iartes.pt/news/newsletter_04_82_02fulltext.html) esta Maratona pôde contar com: Uma Bailarina na Maratona do Dia Mundial da Dança, espectáculo infantil criado por Aldara Bizarro, com interpretação de Ainhoa Vidal. Consoante a especificidade das apresentações no sentido de puderem utilizar luz natural ou permitirem a mobilidade dos espectadores foi feita uma programação que utilizou a sala estúdio e a sala principal alternadamente.

Tendo em conta a experiência dos anos anteriores quanto à falta de destaque dos trabalhos em video as projeções foram este ano programadas em equilíbrio com as apresentações performativas.

Luciana Fina apresentou MOUVEMENT portraits; Animais/Pedestrians, de Sérgio Cruz; Rugas (versão remake 2005), de Rui Horta e Marcus Behrens; Os pata-lugares, de Né Barros; Olhares em dança, de ?lex Campos.

Um dos momentos marcantes do dia foi, sem dúvida, a exibição de um vídeo de homenagem a Paula Castro, da autoria de Joana Providência.

Quanto às apresentações performativas: Sala Estúdio: Paredes, de Maria Manuela Marques; Projecto de Investigação, de Ana Maria Silveira; Subsidiem-me, de Diniz Sanchez; De algum lado, de Pedro Carvalho; Sobre Comunicação, de Sofia Neuparth.

Sala Principal: Por aqui, por aí outra vez (excerto de Tudo e Nadas), de Maria João Garcia; The awerness trap, de Sílvia Pinto Coelho; Improviso IV, de Clara Carrapatoso; Estético - Histérico Fase 1, de Inês Mariana Moitas e Luís Félix Random Sample, de Vera Mota Pés na terra Coração no ar, de Isabel Barros Dança in my mind, de Clara Andermatt e Vítor Rua Ai! qué dolor! Oh! What a pain!, de Catarina Miranda Ao cruzar as árvores, de Ainhoa Vidal.

No foyer: Margarida Mestre e Miguel Pereira homenagearam Paula Castro; Cristiana Rocha expôs a sua recolha de notícias sobre dança, num trabalho intitulado "Estudo de Públicos". Ainda no foyer, Joclécio Azevedo distribuiu um paper onde compilou uma série de impressões sobre a sua relação com a dança).

A noite terminou com um espectáculo de improviso com a participação de Vera Mantero, Miguel Pereira, Margarida Mestre, Clara Andermatt, Vítor Rua, Sophie Leso, Filipa Francisco, João Galante, Joclécio Azevedo e João Samões.

07/05/07

Programação Maratona do Dia Mundial da Dança 29 de ABRIL
Teatro Aveirense Comemorações do Dia Mundial da Dança 2007
Praça da República 11h – Do lado de dentro, Ana Araújo e Vânia Mendes 11h10 – Conversa – Novas gerações da criação contemporânea com Maria João Garcia e Joclécio Azevedo
PAUSA – das 13h às 14
SALA ESTÚDIO (Piso 4) 14h – Uma bailarina na Maratona do Dia Mundial da Dança. Espectáculo participativo de dança para crianças, de Aldara Bizarro
SALA PRINCIPAL (Piso 0 – a partir das 15h) MOUVEMENT portraits, Luciana Fina (vídeo) Mesa para três, Buzz Companhia de Dança
Exercício de Pontuação, Inês Negrão Animais/Pedestrians (vídeo), Sérgio Cruz A drop, Mariana Amorim Rugas (vídeo)(versão remake 2005), Rui Horta, Marcus Behrens
PAUSA – das 16h15 às 16h45 Distribuição, Joclécio Azevedo·
SALA ESTÚDIO (Piso 4 – a partir das 16h45) Paredes, Maria Manuela Marques
Projecto de Investigação, Ana Silveira Ferreira Subsidiem-me, Diniz Sanchez De algum lado, Pedro Carvalho Sobre comunicação, Sofia Neuparth e Laura Bañuelos.
PAUSA
SALA PRINCIPAL (Piso 0) a partir das 18h15 Por aqui, por aí outra vez (excerto de Tudo e Nadas), Maria João Garcia Os pata-lugares, Né Barros (vídeo) The awerness trap, Sílvia Pinto Coelho Improviso IV, Clara Carrapatoso Estético – Histérico Fase 1, Inês Moita e Luís Félix Random Sample, Vera Mota Pés na terra Coração no ar, Isabel Barros Olhares em dança, ?lex Campos (vídeo) Dança in my mind, Clara Andermatt e Vítor Rua Ai! Que dolor!, Catarina Miranda Ao cruzar as árvores, Ainhoa Vidal
PAUSA – das 20h às 20h30 Estudo de públicos, Cristiana Rocha FOYER (Piso 0) DESCONCERTO M$Ms, Margarida Mestre e Miguel Pereira
SALA PRINCIPAL (Piso 0) a partir das 20h30 ImprovisaÇão, Vera Mantero, Miguel Pereira, Margarida Mestre, Clara Andermatt, Vítor Rua, Sophie Leso, Filipa Francisco, João Galante, Joclécio Azevedo e João Samões.

24/04/07

A Plataforma dos Intermitentes das Artes do Espectáculo e do Audiovisual entregou ao Presidente da Assembleia da República uma petição com 4300 assinaturas.

Apresentou também um documento em que as Associações e Sindicatos do sector expõem as suas propostas para a elaboração da regulamentação laboral. A reunião correu bem, as motivações dos profissionais foram expostas e gerou-se uma discussão em redor desta falta de regulamentação durante mais de uma hora. Jaime Gama referiu que se tratava de uma iniciativa peculiar, já que ao mesmo tempo que a Plataforma apresenta as suas propostas, existem várias iniciativas legislativas em curso. A proposta da Plataforma vai ser avaliada pela Comissão de Trabalho e Segurança Social da Assembleia da República, onde os nossos representantes serão chamados. O debate na Generalidade ainda não foi agendado. Nas próximas semanas, a Plataforma vai apresentar as suas propostas a cada Grupo Parlamentar e espera vir a fazer parte da elaboração da regulamentação que tanto faz falta ao sector, dentro dos mecanismos da nossa democracia. Trata-se de um sector muito complexo, em que as formas de organização do trabalho são muito específicas. A Intermitência é da própria natureza da maior parte das profissões do espectáculo e do audiovisual, e só pode ser compreendida e legislada com a nossa participação.