03/05/11

Message de REDE le jour mondial de la Danse 2011


En 1982, Unesco, à travers son Conseil International pour la Danse, a
choisi le 29 avril comme le Jour Mondial de la Danse, considérant
l’importance de cette manifestation artistique et le besoin d’être
reconnue.

En 2011, on célèbre par la 29ème année consécutive cette éphéméride,
en organisant divers événements, très diversifiés, en plusieurs
parties du monde. Dans un moment particulièrement difficile du point
de vue de la politique nationale et avec une crise économique
mondiale, REDE, association qui réunit 26 structures dédiées au
développement de la danse contemporaine et de ses croisements
disciplinaires, vient, encore une fois, attirer l’attention à l’énorme
travail qu’il faut encore faire au Portugal. La visibilité et la
reconnaissance de cette discipline, de sa spécificité, de sa pluralité
et le besoin urgent de la création de stratégies à long terme pour son
développement et implantation dans le tissu social du pays sont des
objectifs à atteindre.

La célébration possible en ce moment spécifique qu’on vit doit
continuer un travail de résistance et de production d’alternatives et
aussi rappeler, d’une façon synthétique, ce qu’on défend :
-       La danse doit faire part du plan stratégique et financier de tout
gouvernement, considérant les aspects spécifiques de son exercice en
tant qu’activité professionnelle et de son implantation dans
l’imaginaire et dans le tissu social du pays ;

- L’activité dans le champ de la danse, exactement comme en tout autre
catégorie professionnelle, doit avoir une régulation appropriée qui
permette veiller au respect et à la dignité des professionnels qui la
développent ;
- La danse doit être considérée indispensable à l’éducation d’enfants,
jeunes et adultes, comme capable de potentialiser le développement
d’une relation saine avec le  corps lui-même et avec les autres ;
 - La danse doit laisser aux générations futures une mémoire; sa
documentation et transmission constituent un patrimoine commun qui
doit être préservé et valorisé ;
- La danse doit être accessible à tous et mérite d’avoir un espace
régulier de présentation, d’expérimentation et de divulgation dans la
programmation nationale et internationale.

Structures qui appartiennent à REDE:

A MENINA DOS MEUS OLHOS, ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA, CASA
BRANCA, C.E.M., CIRCULAR, COMPANHIA CLARA ANDERMATT, COMPANHIA
INSTÁVEL, DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLACENA, EIRA, FORUM
DANÇA, FÁBRICA DE MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL,
MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE
VÍBORAS, O RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!


29/04/11

REDE’s declaration on World Dance Day 2011


In 1982, the International Dance Committee of the UNESCO founded the International Dance Day to be celebrated every year on the 29th of April, thus underlying the importance of this form of artistic expression and the need for its recognition.

In 2011, it is the 29th consecutive year that this event is celebrated, with the organization of several events, in diverse forms, in different parts of the world. In this moment of arduous political context in Portugal and in the middle of a worldwide economic crisis, REDE, which is an association that congregates 26 organizations dedicated to the development of contemporary dance and its disciplinary‑crossing art, is, once again, drawing attention to the enormous amount of work yet to be done in Portugal. The objectives we are pursuing are the visibility and recognition of this form of art, the awareness of its specificity, of its plurality and the urgent need to determine a long-term action plan, in order to develop and implant dance into the social fabric of the country.

The only possible way to celebrate this event, given the circumstances, is to pursue a work of resistance, providing alternative solutions, and also to remember straightforwardly what we stand for:

– Dance should integrate the strategic and financial planning of any government, having in mind the specific aspects of its performance as a professional activity and its deployment in the country’s imaginary and social fabric;
– The activity in the field of dance, as in any other professional category, must have suitable regulation that ensures the promotion of respect and dignity for the professionals working in this area.
– Dance should be an indispensible part in children, young people and adult education, enhancing the development of a healthy relationship with the body and the establishment of interpersonal relationships;
– Dance should leave a memory to future generations, and its documentations and transmission is part of a common heritage that has to be preserved and valued;
– Dance should be accessible to all people and it deserves having a regular space for presenting, experimenting and disclosing both national and international programmes.

Rede is constituted by the following organizations:
A MENINA DOS MEUS OLHOS, ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA, CASABRANCA, C.E.M, CIRCULAR, COMPANHIA CLARA ANDERMATT, COMPANHIA INSTÁVEL, DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLA CENA, EIRA, FORUM-DANÇA, FÁBRICA DE MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL, MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE VÍBORAS, O RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!


25/04/11

Mensagem da REDE no Dia Mundial da Dança 2011


Em 1982, a UNESCO, através do seu Conselho Internacional para a Dança, estipulou o dia 29 de Abril como o Dia Mundial da Dança considerando a importância desta manifestação artística e a necessidade de ser reconhecida.

Em 2011 celebra-se pelo 29º ano consecutivo esta efeméride com a organização de  diversos eventos, nos mais variados formatos, em diversas partes do mundo. Num momento de difícil contexto político nacional e no meio de uma crise económica mundial, a REDE, associação que reúne 26 estruturas dedicadas ao desenvolvimento da dança contemporânea e dos seus cruzamentos disciplinares, vem, mais uma vez, chamar a atenção para o enorme trabalho que ainda há a fazer em Portugal. A visibilidade e o reconhecimento desta disciplina, da sua especificidade, da sua pluralidade e a necessidade inadiável da criação de estratégias a longo prazo para o seu desenvolvimento e implantação no tecido social do país são objectivos a perseguir.

A celebração possível neste momento específico que atravessamos passa não só por continuar um trabalho de resistência e de produção de alternativas, como também por relembrar, de forma sintética, aquilo que defendemos:

- A dança deve fazer parte do plano estratégico e financeiro de qualquer governação, tendo em conta os aspectos específicos do seu exercício enquanto actividade profissional e da sua implantação no imaginário e no tecido social do país;
- A actividade no campo da dança, tal como em qualquer outra categoria profissional, deve ter uma regulamentação adequada que permita zelar pelo respeito e pela dignidade dos profissionais que a desenvolvem;
- A dança deve ser uma parte imprescindível na educação de crianças, jovens e adultos, como potenciadora do desenvolvimento de uma relação saudável com o próprio corpo e com os outros;
- A dança deve deixar às gerações futuras uma memória, a sua documentação e transmissão faz parte de um património comum que deve ser preservado e valorizado;
- A dança deve ser acessível a todos e merece ter espaço regular de apresentação, de experimentação e de divulgação na programação nacional e internacional.

A REDE é constituída por:
A MENINA DOS MEUS OLHOS, ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA, CASABRANCA, C.E.M, CIRCULAR, COMPANHIA CLARA ANDERMATT, COMPANHIA INSTÁVEL, DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLA CENA, EIRA, FORUM-DANÇA, FÁBRICA DE MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL, MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE VÍBORAS, O RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!



24/02/11

Comunicado da REDE


Por uma cultura de transparência

A REDE – associação de estruturas para a dança contemporânea - vem publicamente manifestar repúdio e informar a comunicação social e sociedade civil sobre os contornos relativos aos últimos desenvolvimentos e manifestações da estratégia do Ministério da Cultura para o desenvolvimento da Cultura em Portugal.
Foram apresentados, numa cerimónia no Centro Cultural de Belém, no dia 15 de Fevereiro, três novos projectos para o sector cultural (Fundo para a Internacionalização da Cultura Portuguesa, Portugal MusicExport e Rede Portuguesa de Teatros Municipais). Tendo sido anunciado o reforço financeiro do Ministério da Cultura com 5 milhões de euros oriundos dos lucros dos jogos sociais, dos quais um milhão de euros destinado à DGArtes para reforço das estruturas com contratos de apoio quadrienal, ainda para o ano de 2011. Todas estas medidas foram amplamente noticiadas e divulgadas durante toda a semana.
Congratulamo-nos com a intenção deste Ministério em promover o desenvolvimento de uma série de projectos fundamentais para o crescimento e consolidação das artes em Portugal, projectos que aliás temos vindo a defender serem necessários e que devem ser implementados. Não nos podemos no entanto pronunciar de momento em relação aos mesmos por não possuirmos suficiente informação e pouco nos ter sido adiantado além das suas intenções iniciais.
Entretanto, cumpre-nos manifestar o nosso descontentamento em relação à forma como estas questões têm sido tratadas e clarificar algumas questões para que possamos todos perceber o que está aqui verdadeiramente a ser posto em causa:

1 - Consideramos que o MC e a DGArtes faltam à verdade quando anunciam e divulgam publicamente que irão aplicar um reforço orçamental nas estruturas quadrienais quando, na verdade, se trata de uma diminuição na percentagem dos cortes (com a devolução de 1milhão de euros), num momento em que surgem verbas que tornam injustificáveis esses mesmo cortes. Tal como é do conhecimento público foi imposto, unilateralmente, pelo Ministério da Cultura um corte de 23% (cerca de 3milhões de euros) nos contratos já em curso para o ano de 2011, sob o pretexto da contenção orçamental e da crise financeira. Continuamos a considerar esta medida ilegal e defendemos a sua suspensão, pelo que não aceitamos que a opção política do Ministério da Cultura não seja senão a de repor a legalidade e cumprir com o financiamento contratualizado. Olhamos com desconfiança o lançamento de novos projectos (a rede de cine-teatros e internacionalização) quando a seriedade das relações entre agentes culturais e Ministério da Cultura é posta em causa por esta tutela. Não podemos deixar de observar que as medidas em questão estão a ser lançadas à custa de sérios danos ao tecido cultural do país. Ao mesmo tempo que são anunciados “reforços”, as adendas para resolução dos contratos quadrienais, contemplando os cortes de 23%, começam a chegar às estruturas, naquilo que nos parece um exercício de coerção e de tentativa de aproveitamento da fragilidade financeira das estruturas. Se estas adendas forem assinadas tal como estão, estaremos a legitimar o incumprimento e a pôr em causa direitos fundamentais.

2 – Consideramos extremamente distorcida a lógica de diálogo praticada pelos actuais responsáveis do Ministério da Cultura e DGARTES. Enquanto representantes do sector não temos sido oficialmente ouvidos e envolvidos em todo este processo, apoiando-se a DGARTES e o Ministério da Cultura na multiplicação de reuniões supostamente informais cuja lógica de convocação não é de todo transparente. Nestas sessões, medidas que afectam a estruturação e a lógica de funcionamento do sector cultural são apresentadas como consumadas e irreversíveis. Não consideramos que seja inocente esta auscultação supostamente informal e chamamos a atenção para as consequências nocivas para o exercício da democracia e da representatividade, fundamentais para que políticas culturais consequentes possam ser implementadas sem que sejam esvaziadas em meros exercícios de marketing político.

3 – Acreditamos ser absolutamente necessário reformular a lógica de actuação do Ministério da Cultura e da DGARTES e introduzir um grau de seriedade e de confiança que nos permitam fazer face ao presente. Defendemos medidas estratégicas a médio e longo prazo para o desenvolvimento sustentado do sector que, de todo, não se podem alicerçar no incumprimento de compromissos, com contornos de desrespeito por direitos fundamentais num Estado de direito.

Face ao exposto, assumimos a nossa responsabilidade na clarificação da actuação do Ministério da Cultura e da DGARTES nestas matérias, procurando junto destas entidades e do próprio Governo tomadas de posição transparentes sobre o que se está a fazer pela cultura neste país.
  
Pela Direcção da REDE
NEC/Fábrica de Movimentos

14/02/11

2011 I fight for culture



This is the English version of the action “2011 Luto pela Cultura”, an initiative of REDE – associação de estruturas para a dança contemporânea to be developed during the whole year of 2011.
We are trying to drawn attention to the deep and urgent necessity of reflection about the actual situation of culture in general, giving particular attention to the necessity of defending the right to production and fruition of artistic creation. This is a form of visual protest to sign the moment we are living in.
Any artists, institutions and citizens that share our concerns and that are interested in using this stamp to help us to divulgate this initiative, please be welcome.
If you need a high-resolution version for printing please contact us by the e-mail: rede.danca@gmail.com.


22/01/11

2011 - Luto pela Cultura


A REDE – associação de estruturas para a dança contemporânea irá desenvolver durante o ano de 2011 uma acção de carácter simbólico que alerta para a necessidade de se pensar a cultura como um bem comum a ser defendido por todos. A acção consiste na criação de um logótipo a ser distribuído e utilizado em diversos formatos, integrando materiais informativos, websites ou outras formas de divulgação e servindo como forma de protesto visual a marcar o momento em que vivemos.
Procuramos chamar a atenção para a necessidade de uma reflexão urgente e aprofundada sobre o estado da cultura em geral e particularmente sobre a necessidade da defesa do direito à produção e fruição da criação artística. A palavra luto é aqui utilizada não só no sentido da adaptação perante um perda, mas sobretudo no sentido de uma luta a travar pelo respeito à cultura e pela diversidade cultural.
O logótipo poderá ser solicitado à REDE e poderá ser utilizado e divulgado por todos os artistas, instituições e cidadãos que quiserem participar e nos ajudar a divulgar esta iniciativa.
Esta acção servirá como fio condutor do plano de actividades da REDE em 2011, numa relação transversal com outras acções a serem desenvolvidas durante o ano.