08/07/11
Encontro de Reflexão da REDE no Porto
O encontro anual de reflexão da REDE foi realizado no Porto nos dias 05, 06 e 07 de Julho no Teatro Carlos Alberto. Este encontro teve como objectivo a discussão sobre a organização interna da estrutura e a elaboração de propostas para dinamizar os seus modos de acção. Durante o encontro foram apresentadas por Helena Santos e Ricardo Moreira as conclusões do estudo sócio-económico "A dança em Portugal: Uma aproximação a partir das estruturas da REDE". Foi também realizada uma visita às futuras instalações do Teatro do Bolhão.
03/05/11
Message de REDE le jour mondial de la Danse 2011
En 1982, Unesco, à travers son Conseil International pour la Danse, a
choisi le 29 avril comme le Jour Mondial de la Danse, considérant
l’importance de cette manifestation artistique et le besoin d’être
reconnue.
En 2011, on célèbre par la 29ème année consécutive cette éphéméride,
en organisant divers événements, très diversifiés, en plusieurs
parties du monde. Dans un moment particulièrement difficile du point
de vue de la politique nationale et avec une crise économique
mondiale, REDE, association qui réunit 26 structures dédiées au
développement de la danse contemporaine et de ses croisements
disciplinaires, vient, encore une fois, attirer l’attention à l’énorme
travail qu’il faut encore faire au Portugal. La visibilité et la
reconnaissance de cette discipline, de sa spécificité, de sa pluralité
et le besoin urgent de la création de stratégies à long terme pour son
développement et implantation dans le tissu social du pays sont des
objectifs à atteindre.
La célébration possible en ce moment spécifique qu’on vit doit
continuer un travail de résistance et de production d’alternatives et
aussi rappeler, d’une façon synthétique, ce qu’on défend :
- La danse doit faire part du plan stratégique et
financier de tout
gouvernement, considérant les aspects spécifiques de son exercice en
tant qu’activité professionnelle et de son implantation dans
l’imaginaire et dans le tissu social du pays ;
- L’activité dans le champ de la danse, exactement comme en tout autre
catégorie professionnelle, doit avoir une régulation appropriée qui
permette veiller au respect et à la dignité des professionnels qui la
développent ;
- La danse doit être considérée indispensable à l’éducation d’enfants,
jeunes et adultes, comme capable de potentialiser le développement
d’une relation saine avec le corps lui-même et avec les autres ;
- La danse doit laisser aux générations futures une mémoire; sa
documentation et transmission constituent un patrimoine commun qui
doit être préservé et valorisé ;
- La danse doit être accessible à tous et mérite d’avoir un espace
régulier de présentation, d’expérimentation et de divulgation dans la
programmation nationale et internationale.
Structures qui appartiennent à REDE:
A MENINA DOS MEUS OLHOS, ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA, CASA
BRANCA, C.E.M., CIRCULAR, COMPANHIA CLARA ANDERMATT, COMPANHIA
INSTÁVEL, DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLACENA, EIRA, FORUM
DANÇA, FÁBRICA DE MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL,
MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE
VÍBORAS, O RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!
29/04/11
REDE’s declaration on World Dance Day 2011
In 1982, the International Dance
Committee of the UNESCO founded the International Dance Day to be celebrated
every year on the 29th of April, thus underlying the importance of this form of
artistic expression and the need for its recognition.
In 2011, it is the 29th
consecutive year that this event is celebrated, with the organization of
several events, in diverse forms, in different parts of the world. In this
moment of arduous political context in Portugal and in the middle of a
worldwide economic crisis, REDE, which is an association that congregates 26
organizations dedicated to the development of contemporary dance and its
disciplinary‑crossing art, is, once again, drawing attention to the enormous
amount of work yet to be done in Portugal. The objectives we are pursuing are the
visibility and recognition of this form of art, the awareness of its
specificity, of its plurality and the urgent need to determine a long-term
action plan, in order to develop and implant dance into the social fabric of
the country.
The only possible way to
celebrate this event, given the circumstances, is to pursue a work of
resistance, providing alternative solutions, and also to remember
straightforwardly what we stand for:
– Dance should integrate the
strategic and financial planning of any government, having in mind the specific
aspects of its performance as a professional activity and its deployment in the
country’s imaginary and social fabric;
– The activity in the field of dance,
as in any other professional category, must have suitable regulation that ensures
the promotion of respect and dignity for the professionals working in this
area.
– Dance should be an
indispensible part in children, young people and adult education, enhancing the
development of a healthy relationship with the body and the establishment of
interpersonal relationships;
– Dance should leave a memory to
future generations, and its documentations and transmission is part of a common
heritage that has to be preserved and valued;
– Dance should be accessible to all people
and it deserves having a regular space for presenting, experimenting and
disclosing both national and international programmes.
Rede is constituted by the following
organizations:
A MENINA DOS MEUS OLHOS, ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA,
CASABRANCA, C.E.M, CIRCULAR, COMPANHIA CLARA ANDERMATT, COMPANHIA INSTÁVEL,
DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLA CENA, EIRA, FORUM-DANÇA, FÁBRICA DE
MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL, MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE
EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE VÍBORAS, O RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO
BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!
25/04/11
Mensagem da REDE no Dia Mundial da Dança 2011
Em 1982, a UNESCO, através do seu Conselho
Internacional para a Dança, estipulou o dia 29 de Abril como o Dia Mundial
da Dança considerando a importância desta manifestação artística e a
necessidade de ser reconhecida.
Em 2011 celebra-se pelo 29º ano consecutivo esta
efeméride com a organização de diversos eventos, nos mais variados formatos, em diversas
partes do mundo. Num momento de difícil contexto político nacional e no meio de
uma crise económica mundial, a REDE, associação que reúne 26 estruturas
dedicadas ao desenvolvimento da dança contemporânea e dos seus cruzamentos
disciplinares, vem, mais uma vez, chamar a atenção para o enorme trabalho que
ainda há a fazer em Portugal. A visibilidade e o reconhecimento desta
disciplina, da sua especificidade, da sua pluralidade e a necessidade inadiável
da criação de estratégias a longo prazo para o seu desenvolvimento e
implantação no tecido social do país são objectivos a perseguir.
A celebração possível neste momento específico que
atravessamos passa não só por continuar um trabalho de resistência e de
produção de alternativas, como também por relembrar, de forma sintética, aquilo
que defendemos:
- A dança deve fazer parte do plano estratégico e
financeiro de qualquer governação, tendo em conta os aspectos específicos do
seu exercício enquanto actividade profissional e da sua implantação no
imaginário e no tecido social do país;
- A actividade no campo da dança, tal como em qualquer
outra categoria profissional, deve ter uma regulamentação adequada que permita
zelar pelo respeito e pela dignidade dos profissionais que a desenvolvem;
- A dança deve ser uma parte imprescindível na educação
de crianças, jovens e adultos, como potenciadora do desenvolvimento de uma
relação saudável com o próprio corpo e com os outros;
- A dança deve deixar às gerações futuras uma memória, a
sua documentação e transmissão faz parte de um património comum que deve ser
preservado e valorizado;
- A dança deve ser acessível a todos e merece ter espaço regular
de apresentação, de experimentação e de divulgação na programação nacional e
internacional.
A REDE é constituída por:
A MENINA DOS MEUS OLHOS,
ALKANTARA, BALLETEATRO, BOMBA SUICIDA, CASABRANCA, C.E.M, CIRCULAR, COMPANHIA
CLARA ANDERMATT, COMPANHIA INSTÁVEL, DANÇANDO COM A DIFERENÇA, DEVIR/CAPA, DUPLA
CENA, EIRA, FORUM-DANÇA, FÁBRICA DE MOVIMENTOS, JANGADA DE PEDRA, MÁQUINA AGRADÁVEL,
MATERIAIS DIVERSOS, NÚCLEO DE EXPERIMENTAÇÃO COREOGRÁFICA, NINHO DE VÍBORAS, O
RUMO DO FUMO, RE.AL, TEATRO DO BOLHÃO, VO’ARTE, ZDB, ZUT!
24/02/11
Comunicado da REDE
Por
uma cultura de transparência
A
REDE – associação de estruturas para a dança contemporânea - vem publicamente
manifestar repúdio e informar a comunicação social e sociedade civil sobre os
contornos relativos aos últimos desenvolvimentos e manifestações da estratégia
do Ministério da Cultura para o desenvolvimento da Cultura em Portugal.
Foram
apresentados, numa cerimónia no Centro Cultural de Belém, no dia 15 de
Fevereiro, três novos projectos para o sector cultural (Fundo para a Internacionalização
da Cultura Portuguesa, Portugal MusicExport e Rede Portuguesa de Teatros
Municipais). Tendo sido anunciado o reforço financeiro do Ministério da Cultura
com 5 milhões de euros oriundos dos lucros dos jogos sociais, dos quais um
milhão de euros destinado à DGArtes para reforço das estruturas com contratos
de apoio quadrienal, ainda para o ano de 2011. Todas estas medidas foram
amplamente noticiadas e divulgadas durante toda a semana.
Congratulamo-nos
com a intenção deste Ministério em promover o desenvolvimento de uma série de
projectos fundamentais para o crescimento e consolidação das artes em Portugal,
projectos que aliás temos vindo a defender serem necessários e que devem ser
implementados. Não nos podemos no entanto pronunciar de momento em relação aos
mesmos por não possuirmos suficiente informação e pouco nos ter sido adiantado
além das suas intenções iniciais.
Entretanto,
cumpre-nos manifestar o nosso descontentamento em relação à forma como estas
questões têm sido tratadas e clarificar algumas questões para que possamos
todos perceber o que está aqui verdadeiramente a ser posto em causa:
1 -
Consideramos que o MC e a DGArtes faltam à verdade quando anunciam e divulgam
publicamente que irão aplicar um reforço orçamental nas estruturas quadrienais
quando, na verdade, se trata de uma diminuição na percentagem dos cortes (com a
devolução de 1milhão de euros), num momento em que surgem verbas que tornam
injustificáveis esses mesmo cortes. Tal como é do conhecimento público foi
imposto, unilateralmente, pelo Ministério da Cultura um corte de 23% (cerca de
3milhões de euros) nos contratos já em curso para o ano de 2011, sob o pretexto
da contenção orçamental e da crise financeira. Continuamos a considerar esta
medida ilegal e defendemos a sua suspensão, pelo que não aceitamos que a opção
política do Ministério da Cultura não seja senão a de repor a legalidade e
cumprir com o financiamento contratualizado. Olhamos com desconfiança o
lançamento de novos projectos (a rede de cine-teatros e internacionalização)
quando a seriedade das relações entre agentes culturais e Ministério da Cultura
é posta em causa por esta tutela. Não podemos deixar de observar que as medidas
em questão estão a ser lançadas à custa de sérios danos ao tecido cultural do
país. Ao mesmo tempo que são anunciados “reforços”, as adendas para resolução
dos contratos quadrienais, contemplando os cortes de 23%, começam a chegar às
estruturas, naquilo que nos parece um exercício de coerção e de tentativa de
aproveitamento da fragilidade financeira das estruturas. Se estas adendas forem
assinadas tal como estão, estaremos a legitimar o incumprimento e a pôr em
causa direitos fundamentais.
2 –
Consideramos extremamente distorcida a lógica de diálogo praticada pelos
actuais responsáveis do Ministério da Cultura e DGARTES. Enquanto
representantes do sector não temos sido oficialmente ouvidos e envolvidos em
todo este processo, apoiando-se a DGARTES e o Ministério da Cultura na
multiplicação de reuniões supostamente informais cuja lógica de convocação não
é de todo transparente. Nestas sessões, medidas que afectam a estruturação e a
lógica de funcionamento do sector cultural são apresentadas como consumadas e
irreversíveis. Não consideramos que seja inocente esta auscultação supostamente
informal e chamamos a atenção para as consequências nocivas para o exercício da
democracia e da representatividade, fundamentais para que políticas culturais
consequentes possam ser implementadas sem que sejam esvaziadas em meros
exercícios de marketing político.
3 –
Acreditamos ser absolutamente necessário reformular a lógica de actuação do
Ministério da Cultura e da DGARTES e introduzir um grau de seriedade e de
confiança que nos permitam fazer face ao presente. Defendemos medidas
estratégicas a médio e longo prazo para o desenvolvimento sustentado do sector
que, de todo, não se podem alicerçar no incumprimento de compromissos, com
contornos de desrespeito por direitos fundamentais num Estado de direito.
Face
ao exposto, assumimos a nossa responsabilidade na clarificação da actuação do Ministério da Cultura e
da DGARTES nestas matérias, procurando junto destas entidades e do próprio
Governo tomadas de posição transparentes sobre o que se está a fazer pela
cultura neste país.
Pela
Direcção da REDE
NEC/Fábrica
de Movimentos
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