02/05/16

IETM 2016
PARTICIPAÇÃO DA REDE

(c) IETM

A REDE esteve representada nos últimos dois encontros do IETM em Paris (Março) e Amesterdão (Abril) tendo sido convidada a integrar as mesas de discussão subordinadas, respetivamente, aos temas "Valuing the Arts" e "Advocating for the Arts".

(c) IETM

Mais informação disponível sobre estes encontros em:






15/02/16

CONVITE - ASSINATURA DE PETIÇÃO




A REDE convida todos os interessados em que haja muDANÇA na política para a cultura a assinarem a petição estruturada pelo movimento Cultura em Luta disponível no link que se segue:

http://peticaopublica.com/pview.aspx?pi=PT79962

A tua participação é fundamental!

COMUNICADO CONJUNTO AO MINISTRO DA CULTURA

A REDE PARTILHA DA INICIATIVA DA PLATAFORMA CULTURA EM LUTA

COMUNICADO CONJUNTO
ao
MINISTRO DA CULTURA

DE 29 DE JANEIRO DE 2016


Enfrentamos há décadas uma política de destruição do país, da cultura e das vidas das pessoas, que conduziu a uma situação de prolongada crise da actividade cultural e do tecido social que a dinamiza. Esta crise tem origem numa longa série de opções de sucessivos governos por uma política de desprezo pelo papel vital da cultura no corpo da sociedade e da democracia; uma política de grosseiro sub-financiamento, desestruturação e desqualificação dos serviços e das funções culturais do estado; de aguda mercantilização e privatização de bens e funções públicas; de ataque à dignidade e consistência do trabalho dos profissionais da cultura e das artes; e de incumprimento da Constituição da República Portuguesa, no que toca às responsabilidades do Estado em prover os meios que garantam o acesso dos cidadãos à criação e à fruição da cultura. 

Esta crise traduz-se numa redução drástica da actividade cultural em geral; na degradação das condições em que esta se realiza; no definhamento das estruturas e forças que suportam a actividade cultural; no bloqueamento acentuado da produção nacional nas redes de difusão, distribuição e apresentação; na séria limitação da liberdade e diversidade culturais; na alienação e destruição de obras e de património; na redução de rendimentos e direitos laborais dos profissionais; na extrema precariedade dos vínculos, na generalização do recurso a recibos verdes, no desemprego e sub-emprego, no encerramento de estruturas e serviços, no abandono, por vezes definitivo, da actividade cultural e na emigração; na amputação das oportunidades de uma geração inteira, um buraco negro no património do futuro. 

O novo quadro político saído das eleições legislativas de 4 de Outubro de 2015 gerou justas expectativas de que há condições para contrariar este rumo e incluir a Cultura numa estratégia de desenvolvimento social, reconhecendo-lhe o valor que ela detém numa sociedade, investindo numa efectiva democratização do acesso à Cultura e mobilizando os meios necessários para essa democratização e para a qualidade da actividade cultural e artística no nosso país. 
Para esse novo quadro político contribuiu certamente a acção desta plataforma e das suas organizações subscritoras, designadamente com a realização da primeira luta em defesa da Cultura como um todo e da primeira manifestação em defesa de outra política para a Cultura, como a realizada em Lisboa, a 9 de Junho de 2015. 

Persistem contudo sérias apreensões: 

Décadas de política de compressão do valor da Cultura na política governativa e nos orçamentos do Estado, agravados com a política de austeridade praticada nos últimos dez anos, afectaram duramente a intensidade e qualidade da actividade cultural, destruíram projectos e programas longamente construídos e debilitaram gravemente o tecido cultural. Só uma estratégia forte, sem adiamentos nem álibis, e munida dos meios necessários conseguirá, a médio prazo, impedir o agravamento irreversível desta catástrofe. 

Mantém-se portanto o receio de que as pressões, internas e externas, permaneçam como justificação para a continuação da política de austeridade, e consequentemente para a política de redução dos meios orçamentais necessários ao efectivo resgate da pujança e da liberdade cultural no nosso país. Esperar-se-ia, da parte do Governo, que evidenciasse que a Cultura não mais ficará refém de "outras prioridades". No entanto, em declarações e actos, os sinais não apontam neste sentido. Entre esses sinais está certamente a decisão de promover o Secretário de Estado a Ministro da Cultura, mas sem ministério nem orçamento próprio. 

A plataforma Cultura em Luta age com a convicção de que é urgente o exercício da cidadania, a acção pública de exigência, um gesto determinado que, à barragem da austeridade, da política do inevitável e da resignação, responda com a afirmação da alternativa, da democracia e do futuro, com a reivindicação de outra política para a Cultura. 

Assim, afirmamos a exigência, sem adiamentos, de uma política para a Cultura assente nos seguintes eixos: 

· Cumprimento do direito constitucional à cultura e das obrigações do Estado que ele implica; 
· Criação de condições de participação de todos na prática cultural, exercício do direito de todos à criação; 
· Definição de um serviço público de cultura em todo o território nacional; 
· Criação de condições efectivas de difusão, distribuição e apresentação da produção nacional; 
· Defesa do vasto património à nossa guarda, salvaguarda do património ameaçado e promoção da acessibilidade e divulgação; 
· Defesa e preservação da documentação arquivística e promoção do livre acesso dos cidadãos à informação pública; 
· Defesa do trabalho com direitos na cultura, contra a precariedade e o trabalho não-remunerado; 
· Reconhecimento efectivo do valor sem preço da cultura, recusando a sua mercantilização generalizada; 
· 1% para a cultura - 1% do OE, como patamar mínimo, 1% do PIB como patamar a alcançar gradualmente - a garantia, em sede de orçamento, de condições para um serviço público de Cultura, de condições para a liberdade e a diversidade culturais. 

As entidades subscritoras das diversas áreas da actividade cultural, associações representativas, sindicatos, estruturas de produção, nas áreas da criação e produção artística, da conservação e gestão do património histórico e arqueológico, do associativismo cultural, da defesa dos direitos dos trabalhadores da cultura, e outras, comprometem-se com esta afirmação forte em defesa da cultura e dos direitos culturais dos cidadãos portugueses e reclamam uma outra política e um rumo de desenvolvimento e de investimento público na cultura, como garante da sua liberdade, da sua diversidade, da democracia e do bem-estar dos cidadãos. 

29 de Janeiro de 2016 

ENTIDADES PROMOTORAS 

BAD - Associação Portuguesa de Bibliotecários, Arquivistas e Documentalistas 
CENA - Sindicato dos Músicos, dos Profissionais do Espectáculo e do Audiovisual 
CPCCRD - Confederação Portuguesa das Colectividades de Cultura, Recreio e Desporto 
FENPROF - Federação Nacional dos Professores 
FNSTFPS - Federação Nacional dos Sindicatos de Trabalhadores em Funções Públicas e Sociais 
FIAR - Festival Internacional de Artes de Rua, Palmela 
FITEI - Festival Internacional de Teatro de Expressão Ibérica, Porto 
Interjovem/CGTP-IN 
MdC - Manifesto em defesa da Cultura 
MDM - Movimento Democrático de Mulheres 
PLATEIA - Associação de Profissionais das Artes Cénicas 
REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea 
SPRC - Sindicato dos Professores da Região Centro 
STARQ - Sindicato dos Trabalhadores da Arqueologia 
STE - Sindicato dos Trabalhadores de Espectáculos 
USL/CGTP-IN - União dos Sindicatos de Lisboa 
USS/CGTP-IN - União dos Sindicatos de Setúbal 

Assédio Teatro, Porto 
Associação Barreiro - Património, Memória e Futuro 
Associação Carta Branca, Lisboa 
Associação das Colectividades do Concelho de Loures 
ASTA - Associação de Teatro e Outras Artes, Covilhã 
El Sur - Grupo de Folk, Lisboa 
Ensemble - Sociedade de Actores, Porto 
Escola de Mulheres - Oficina de Teatro, Lisboa 
A Escola da Noite - Grupo de Teatro de Coimbra 
Espaço das Aguncheiras, Sesimbra 
Estrutura Associação Cultural, Porto 
Grupo Vocal Olisipo, Lisboa 
Máquina Agradável, Lisboa 
Marfa, Lisboa 
Mundo Razoável, Porto 
Não Matem o Mensageiro, Lisboa 
Nó - Grupo de Rock, Lisboa 
Plataforma 285, Lisboa 
Rancho Folclórico do Bairro de Santarém Graínho e Fontaínhas 
Seiva Trupe, Porto 
O Teatrão, Coimbra 
Teatrinho de Santarém 
Teatro do Eléctrico, Lisboa 
Teatro Ensaio, Porto 
TEP – Teatro Experimental do Porto 
Teatro Extremo, Almada 
Teatro Feiticeiro do Norte, Funchal 
Teatro do Ferro – TdF, Porto 
Teatro do Frio, Porto 
Teatro da Palmilha Dentada, Porto 
Teatro Praga, Lisboa 
Teatro Cão Solteiro, Lisboa 
TetrUBI, Covilhã 
A Voz do Operário, Lisboa

27/06/15

COMUNICADO REDE

COMUNICADO
A REDE – Associação de Estruturas  para a Dança Contemporânea, vem desta forma, manifestar um parecer coletivo, relativamente à grave situação atual, de progressivo desinvestimento no sector cultural português.
A nosso ver, a atitude do Governo, de destituição do valor das “Práticas de Crítica, Pensamento e Criação”, enquanto essenciais para o equilíbrio das sociedades e desenvolvimento de cada indivíduo, é espelhada na contínua exclusão de um Ministério da Cultura, na reduzida parcela do Orçamento de Estado, atribuído à Cultura e na falta de distinção com que se tem vindo a proceder com vários assuntos relacionados com a Direção Geral das Artes e os Programas de Apoio às Artes.
Após a primeira fase de concurso e resultados dos Apoios às Artes em 2015/2016 - Anuais| Bienais| Tripartidos, parece-nos de relevada importância vincar, antes de mais, que é de responsabilidade da DGArtes cumprir com os pressupostos dos concursos por ela delineados, bem como comunicar, pública e atempadamente, sobre todas as alterações relativas aos processos em causa, uma vez que é nestes moldes que a DGArtes trata os seus candidatos.
É necessária e urgente  a estabilidade do sector. A abertura tardia dos concursos, a saída dos resultados a meio do ano a que respeitam os apoios e a falta de apoios consistentes de continuidade, levam a um funcionamento baseado no imediatismo, o que não se coaduna com as necessidades de sustentabilidade do sector cultural.
É importante refletir sobre os Programas de Apoio às Artes com uma atitude de investimento na Cultura, que por um lado alimente e apoie o tecido cultural, que tem vindo a ser estabelecido em Portugal e internacionalmente ao longo das últimas décadas e, por outro, que aposte e impulsione novas visões e estruturas culturais.
A REDE compromete-se, como sempre fez, a contribuir para a procura de soluções e propostas alternativas, bem como a disponibilizar-se para manter um diálogo próximo entre a DGARTES e o tecido cultural artístico.
Pela REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea


CULTURA EM LUTA - 9 Junho por outra política para a cultura!









18/03/14

COMUNICADO DA REDE - 18 de Março de 2014

Após Assembleia Geral a 11 de Fevereiro de 2014, a Direcção da REDE estar a cargo da ACCCA, Balleteatro, Bomba Suicida e Companhia Instável, durante o bienio 2014/2015.

O Plano de Acção para 2014 contemplará:
1. Estrutura geral
- Uma Direcção composta por 4 estruturas/membro, durante 2 anos com o intuito de reestruturação da REDE e aceitação de novos associados

2. Plano de acção
Quatro eixos programáticos gerais:
2.1. Papel nas políticas culturais (situação geral dos apoios do Estado, diálogo com a tutela, nomeadamente com o Secretario de Estado da Cultura e Direção Geral das Artes, encontros com as autarquias a nível local, activação de redes de programação, situação dos trabalhadores intermitentes das artes do espectáculo, diálogo com as restantes associações do sector)
2.2 Plataforma de divulgação da atividade de cada membro e de partilha de informação
2.3 Realização de um encontro anual
2.4 Representação a nível internacional

O contacto de email para questões e sugestões mantém-se rede.danca@gmail.com

12/02/13

COMUNICADO DA REDE - 12 de Fevereiro 2013

A REDE vem por este meio manifestar a sua preocupação  relativamente à falta de fundamentação que tem caracterizado os procedimentos adoptados pela Direcção Geral das Artes no âmbito dos concursos de apoio às artes, directos e tripartidos.

É de lembrar que perante as alterações - tão repentinas quanto significativas - nos procedimentos do concurso de apoio às artes 2013-2016, houve, por parte das entidades candidatas (tanto privadas como públicas), um enorme esforço de adaptação.
Lamentamos que o esforço paralelo por parte da DGArtes em acompanhar e esclarecer os potenciais candidatos durante o processo de candidatura, através das sessões de esclarecimento que promoveu assim como com a actualização constante de um documento de perguntas frequentes, não tenha tido sequência após a fixação da lista provisória das entidades admitidas e não admitidas a concurso (directos e tripartidos) ou propostas para financiamento e não financiamento  (tripartidos) permitindo todos os esclarecimentos sobre as decisões adoptadas.
No caso dos apoios directos, a justificação dada relativamente aos motivos de exclusão é definitivamente vaga e mesmo indiferenciada quando se procede à comparação de informação enviada a diferentes entidades, não fornecendo a DGARTES a informação necessária para efeito de audiência de interessados, que permita às estruturas candidatas excluídas poderem  pronunciar-se com propriedade e certeza jurídica suficientes sobre as razões que conduziram à proposta de exclusão.
Quando esta busca de informação objectiva se regista por parte das estruturas em causa, é-lhes segregada a informação com a justificação de que não é permitido à DGArtes entrar em diálogo directo com as estruturas até termino do prazo de audiência de interessados. Este comportamento contraria o direito à informação previsto no Código de Procedimento Administrativo, regulamentador dos concursos públicos, e enclausura a atitude de qualquer refutação, pois se as estruturas aguardam para ter informação objectiva (sem qualquer compromisso por parte da DGArtes de que terminado o prazo se saberiam exactamente as razões) perdem o prazo legal para a audiência de interessados e são assim “obrigadas” a aceitar a decisão tomada pela DGArtes, sem possibilidade de reacção.
Em relação à proposta de decisão dos apoios tripartidos, também a estas tem sido interditado esclarecimentos quando solicitados por entidades que se consideram lesadas pelos procedimentos concursais. Por exemplo, a DGArtes não disponibiliza nenhum documento que justifique discriminadamente as pontuações atribuídas por critério/parâmetro nem divulgam a composição do júri interno que fez a rigorosa avaliação presente no quadro de pontuações disponibilizado. A falta de uma avaliação qualitativa consistente com os critérios e pontuações atribuídas torna todo o processo bastante obscuro e pouco transparente.
Entre muitas outras questões que só uma análise detalhada e com referência a candidaturas específicas nos permitiria abordar, constata-se que houve entidades apoiadas que solicitaram um apoio muito superior ao montante máximo disponível, sem que isso constituísse factor de exclusão; algumas entidades reportaram ter tido conhecimento dos resultados da proposta de decisão através da imprensa e rede sociais, sem terem recebido notificação obrigatória da DGArtes. 

A falta de confiança na tutela gerada em anos anteriores pelos cortes e incumprimento dos contratos está a ser reforçada por todo este processo pouco transparente. O novo paradigma era esperado também na relação com os agentes do sector, num quadro de responsabilidades e interesses comuns. Preocupa-nos  portanto que toda esta falta de esclarecimento,  que contrariam o que está previsto nos procedimentos concursais, fragilize ainda mais o tecido cultural  do nosso país.

A REDE - Associação de Estruturas para a Dança Contemporânea

Estruturas associadas : A Menina dos Meus Olhos (Lisboa) | Alkantara (Lisboa) | Ballet Contemporâneo do Norte (Santa Maria da Feira) |  Balleteatro (Porto) | Bomba Suicida (Lisboa) | Casa Branca (Lagos) | Circular  (Vila do Conde ) | Companhia Clara Andermatt (Lisboa) | Companhia Instável (Porto) | Devir / Capa (Faro) | Dupla Cena (Lisboa) | EIRA ( Lisboa) | Forum Dança (Lisboa) | Fábrica de Movimentos (Porto) | Jangada de Pedra (Parede) | Materiais Diversos (Lisboa) | Máquina Agradável (Lisboa) |  Núcleo de Experimentação Coreográfica (Porto) | Ninho de Víboras (Almada) | O Rumo do Fumo (Lisboa) | RE.AL (Lisboa) | Teatro do Bolhão (Porto) | Vo'Arte (Lisboa) | ZDB - Negócio (Lisboa) |  ZUT! (Lisboa)